Pela manhã, I.

Ela acordou naquele dia muito entusiasmada. E por acordar, se faça saber, é apenas força de expressão: nem mesmo dormira.
Saudou o sol com um sorriso através da janela ainda fechada, e foi para vê-la assim, perdida em si, que a mãe abriu a porta.
Eufórica que estava, virou-se a perguntar com os olhos a pergunta que a mãe decorara, e que estava pronta a responder:

–  Sim, já pode descer. Acho que você vai ter uma surpresa.

Mas a surpresa, mais ansiosa do que ela, se fez anunciar, com latidos tímidos, assustados e felizes, decidindo se a encontrava a meio caminho da escada ou se fugia num início de brincadeira.

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